sábado, 28 de maio de 2011
The Wall, uma biografia
"Money get back
I'm all right jack keep your hands off of my stack
(...)
New car, caviar, four star daydream
Think I'll buy me a football team"
São trechos da canção "Money", de Waters, que você pode conferir traduzida e analisada clicando AQUI. Lá você pode conferir também o comentário de Matheus de Castro, a quem dou o crédito deste post.
Pink Floyd - Another Brick In The Wall por djoik
quarta-feira, 25 de maio de 2011
As propagandas proibidas
Schin (o "primo sem-noção"):
http://www.youtube.com/watch?v=caXTbzI35zY
Renault (insinuação de lesbianismo):
http://www.youtube.com/watch?v=hq-hiiNealM
Citroen (desrespeito à lei):
http://www.youtube.com/watch?v=3U4_ba16UmQ
Guaraná Antárctica (agressividade contra a Coca-Cola):
http://www.youtube.com/watch?v=8YNE4oqwVuA
Costinha e a Raspadinha da Loterj (um clássico):
http://www.youtube.com/watch?v=Z2PlLcUXpuM
Bolinho de bacalhau do Habibs e Ragazzo:
http://www.youtube.com/watch?v=iMp4lVBOHco
http://www.youtube.com/watch?v=rT07mI2ookw
terça-feira, 24 de maio de 2011
O "esquentador de cama" da Globo
A reportagem é antiga, mas como o frio está chegando no Brasil, vale a pena ridicularizar de novo. Alguém lembra do "esquentador de cama"? A matéria foi exibida no início do ano passado no Jornal Nacional, da Rede Globo. Pelo conjunto da obra, seria injusto dizer que foi a coisa mais idiota já exibida no principal noticiário da emissora.
A matéria mostra um hotel londrino que, para amenizar o gelado inverno inglês, escala funcionários especialmente para "esquentar a cama" do cliente. Então eu me perguntei: será que no hotel não existe calefação? Ou será que a reportagem comeu barriga num outro tipo de "serviço" que estaria por trás do tal "esquentador de cama"?
Porque se formos levar em conta o inverno no Brasil (onde as residências raramente dispõem de sistema de aquecimento), chegaremos à conclusão que, nos países onde o inverno é mais rigoroso, é muito mais agradável suportá-lo dentro de casa (onde todos os cômodos possuem calefação). Por exemplo: com neve caindo lá fora, você pode tomar banho, sair despido pelo corredor de casa e ir até a cozinha sem sentir frio. Assim, com um sistema de aquecimento razoável, não há necessidade de andar agasalhado dentro de casa. Bem diferente do Brasil, onde o frio invade as residências e a melhor opção é se esconder debaixo das cobertas.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Rubinho e o Dia Mundial da Tartaruga
Pensei que fosse mais uma piada de brasileiro espalhada pelo Twitter, mas é realmente baita coincidência: hoje, 23 de maio, é o Dia Mundial da Tartaruga. E hoje é também comemorado o aniversário do piloto Rubens Barrichello, que completa 39 anos de idade.
Confira clicando AQUI (site da ONG Tortoise Rescue) e depois AQUI, no site oficial do Rubinho.quinta-feira, 19 de maio de 2011
Amanda Gurgel e as palavras necessárias...
Acontecia uma audiência pública, com deputados, secretários etc. do governo do RN tentando tergirversar, com discursos evasivos e tecnocráticos, os problemas objetivos da educação. Então surge uma Professora (com "P" mesmo) e pede a palavra. Enfim, assista ao vídeo e preste atenção no que ela tem a dizer...
As 100 canções mais tocadas em 100 anos
1- Clique no primeiro banner ( "100 +");
2- Na página que abrir, opte pelo acesso "listagem" (opção do meio);
3- Na esquerda da tela, você verá uma coluna com os anos. Se você clicar num ano, surgirá o ranking com as 100 canções mais tocadas naquele ano no Brasil;
4- Em cada canção da lista, você verá, à esquerda, ícone com a opção de como ouvir a canção no Youtube.
Eis o link e boa diversão!
http://www.planetarei.com.br/100anos/index.htm
terça-feira, 17 de maio de 2011
A balela do "erro de português" em livro didático
Para mim, não passa de sensacionalismo barato da grande mídia e idiotice de jornalista (?) que não tem a mínima idéia do que está falando... Sequer sabe diferenciar "gramática normativa" de "gramática gerativa" e daí começa o festival de abobrinhas... Então vai a velha mídia e consulta os "especialistas" de plantão bitolados na gramática normativa (Sérgio Nogueira & cia.) para "atestar" que está "errado"... Se fôssemos unicamente pela cabeça dos gramáticos inflexíveis, até hoje estaríamos usando o "Vossa Mercê", que depois virou "vossemecê", que virou "vosmecê", que virou "você"...
A língua é dinâmica; está em constante mutação e aceita qualquer tipo de variação - desde que haja eficácia no seu uso, ou seja, o seu interlocutor entenda o que você está dizendo. Foi o tal dinamismo que nos trouxe o português, que veio do latim vulgar, que veio do latim clássico...
Mas há que ter zelo no uso da língua para que não caiamos em situações ridículas que possam atiçar o "preconceito linguístico". É exatamente isto que quis dizer a autora do livro em debate.
Que fique bem claro: o livro "Por Uma Vida Melhor" não ensina os estudantes a "falar errado", mas sim aponta as diferentes situações linguísticas em que os "erros" são admissíveis - mais especificamente na linguagem oral. Em qualquer faculdade de letras decente isto é ensinado. Ou seja: é muito diferente a linguagem que você usa com amigos num botequim para falar de futebol e aquela que você usaria durante uma entrevista para conseguir um emprego...
A cadeia da estupidez começou com uma "reporcagem" do IG acusando o "erro"; então vai o portal G1, o R7, o Jornal Nacional, o boçal e o escambau para papaguear a estupidez sem que um único jornalista tenha ao menos a curiosidade de ler o capítulo do livro que trata do "erro". E quem ganha com isso? A mídia, claro, cuja audiência é fomentada pela polêmica...
Bom, sobre o assunto recomendo ao amigo leitor a leitura de dois textos: o primeiro é um artigo de Hélio Schwartsman, articulista da Folha:
http://bit.ly/m1ZL4s
No segundo link, no site de Luis Nassif, você será direcionado ao arquivo (PDF) com o capítulo da discórdia:
http://bit.ly/mDNOh2
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Juntos novamente?

The dream is over!
Esta frase, imortalizada por John Lennon, virou realidade para alguns privilegiados londrinos que foram assistir ao show no 2 Arena - parte da turnê The Wall de Roger Waters - que aconteceu ontem, quinta-feira. Cantaram juntos Comfortably Numb e Outside the Wall.
Claro que lembro muito bem do show que assisti no dia 07 de outubro de 1987 no Madison Square Garden, em Nova York... O Pink Floyd fazia a sua turnê com o lançamento do álbum "A Momentary Lapse of Reason". No palco do Madison, a banda e sua estrutura perfeita - com os equipamentos mais modernos da época.
Um pequeno grande detalhe faltava para a perfeição da noite: Roger Waters...
Na época, os dois cabeças da banda - David Gilmour e Roger Waters estavam brigados e quem saía perdendo era o seu enorme público.
Agora, parece que está tudo ok com os dois... Vira e mexe, um vai prestigiar o show do outro. Confira abaixo:
quinta-feira, 12 de maio de 2011
O preconceito gratuito e suas consequências

Era para ser apenas uma partida de futebol. Mas ao final do jogo Ceará x Flamengo, quando enxergou o fracasso do seu time, a torcedora do Flamengo Amanda Regis escreveu no Twitter uma mensagem ofensiva aos nordestinos (vide imagem acima) e foi dormir. Quando acordou, teve o dissabor de descobrir que seu nome tinha virado assunto geral no Twitter e caiu na rede como uma bomba.
Com o advento do internet, a pregação gratuita do preconceito e do ódio não tem rendido bons frutos aos autores... Vide o que aconteceu com outra internauta, Mayara Petruso, que xingou os nordestinos - "culpando-os" pela vitória de Dilma Rousseff nas eleições. Após a repercussão do caso, Mayara foi processada, se viu obrigada a largar o curso de direito e hoje vive praticamente às escondidas. Clique AQUI para saber mais do caso.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Ouça rádios do Brasil e do mundo
Para quem não viveu a época e não sabe o que foi a ditadura, basta dizer que todo programa de TV e rádio tinha que passar pelo crivo da censura. No caso da televisão, esta era obrigada a exibir o documento de aprovação antes da exibição do programa. Clique AQUI para conferir um exemplo (disponível no Youtube) da época.
Agora, com o advento da internet, a vida dos saudosos da ditadura ficou muito mais difícil. Então você passa a entender um pouco toda essa onda de protestos nos países onde reinam governos ditatoriais; e do quanto ficou difícil a vida dos ditadores...
Enfim, vamos ao que interessa... Encontrei na net um site no qual você pode ouvir ao vivo 19.500 emissoras de rádio espalhadas pelo Brasil e no mundo todo. Inclusive, você pode pesquisar diretamente o nome da sua cidade para checar as estações nela disponíveis...
Clique no link abaixo e boa diversão:
http://www.radios.com.br/novo/estados.htm
terça-feira, 10 de maio de 2011
Dica para encurtar os links dos sites
Com o advento de microblogs, como o Twitter (com limite de 140 caracteres por post), foi necessário criar mecanismos para encurtar aqueles endereços eletrônicos quilométricos. Já existem alguns serviços que encurtam as URLs. Pessoalmente, uso o Bitly - que é muito fácil e rápido de usar. Basta você colar o endereço no espaço e clicar em "shorten".
Clique no link abaixo:
http://bit.ly
Por exemplo: O endereço para o post "The Dark Side of Moon - Uma análise geral é este:
http://letrasincertas.blogspot.com/2008/05/dark-side-of-moon-uma-anlise.html
Então você vai ao Bitly, cola o endereço, clica no botão "shortly" e o endereço "encolhe" assim:
http://bit.ly/jdgid1
Prático, não?
Correios poderão entrar no mercado de celular
Os Correios, tão em baixa (tanto pela feroz concorrência da internet quanto pela péssima gestão nos últimos anos) poderão ganhar um novo fôlego com a Medida Provisória baixada pela presidenta Dilma Rousseff. Mais do que fôlego, a estatal poderá minar a cartelização do serviço de telefonia móvel no Brasil - um dos mais caros do mundo.
Em resumo, a MP viabilizará que os Correios comprem no atacado os serviços oferecidos pelas operadoras (Claro, Oi, Tim e Vivo) e vendê-los no varejo por um preço muito menor. Isto fatalmente forçará a queda nos preços oferecidos pelas operadoras. Outra meta dos Correios é entrar de cabeça para ter um banco postal próprio - hoje operado pelo Bradesco. Dia 31 de maio haverá nova concorrência para decidir se o Bradesco continua. A condição imposta é que o Banco Postal ofereça cartões de crédito em áreas de difícil acesso e também conceda pequenos empréstimos. Da mesma forma, o Banco Postal poderá vir a oferecer serviços para os brasileiros que moram no exterior, facilitando (e barateando), por exemplo, a remessa de dinheiro nas duas vias, ou seja, do país estrangeiro para o Brasil; e do Brasil para o estrangeiro. Eu, que já morei fora do Brasil, sei bem o quanto era caro tal serviço...
Fonte: editorial do jornal O Estado de São Paulo. Clique AQUI ou AQUI para mais detalhes.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
A farsa que pode estar por trás da morte de Osama

"Osama tinha grave problema de saúde e sem acesso a hospital. Pode ter morrido por isto. Mas os EUA precisavam faturar com a morte dele."
Não foi um "chute". Sabia-se que Bin Laden sofria de doença crônica e que teria contraído hepatite C; e que precisava se submeter periodicamente à hemodiálise. A doença do terrorista era agravada, pois, pelo estilo de vida que levava, ou seja, sempre em fuga. E é complicadíssimo, mesmo para os pacientes renais 'normais' (que não precisam ficar se escondendo da CIA, Interpol etc.), arranjar um local ou hospital que tenha um aparelho de hemodiálise confiável. Em suma: na minha opinião, Osama Bin Laden poderia ter morrido muito tempo antes do dia 01/05/2011 - dia em que os norte-americanos dizem ter matado o terrorista.
Outra coisa: As justificativas para o governo norte-americano para o sepultamento de Osama Bin Laden no mar e a proibição de divulgação de imagens (fotos e vídeos) da captura são totalmente esdrúxulas.
Agora, surge uma notícia no UOL: ministro iraniano afirma que Bin Laden morreu há anos. Em quem acreditar? no governo norte-americano ou no iraniano? Julgue você. Mas vamos à notícia... Clique AQUI para ler direto no site do UOL.
Ministro iraniano diz ter provas de que Bin Laden morreu por doença "há muito tempo"
O ministro iraniano de Inteligência, Heydar Moslehí, anunciou que seu país teria "informação fidedigna" de que o terrorista saudita Osama bin Laden teria morrido "há muito tempo por causa de uma doença".
Em declarações divulgadas nesta segunda-feira (9) pela imprensa estatal, o chefe dos serviços secretos do Irã afirmou duvidar da operação norte-americana que teria matado Bin Laden, segundo a versão oficial apresentada pelos Estados Unidos, e desafiou Washington a mostrar o corpo do saudita.
A Casa Branca diz ter lançado o corpo de Bin Laden ao mar, após colher material para exame de DNA, e com direito às cerimônias religiosas correspondentes à tradição islâmica. O governo americano também diz ter fotos da operação, mas decidiu não tornar as imagens públicas.
"Temos informação fidedigna de que Bin Ladem morreu há muito tempo por causa de uma doença", rebateu Moslehí em declarações à imprensa local, após a reunião dominical do Conselho de Ministro.
"Se os aparelhos de segurança e de inteligência de fato prenderam ou mataram Bin Laden, porque não mostram o cadáver? Por que o jogariam ao mar?", questionou o iraniano.
domingo, 8 de maio de 2011
Banda larga sem provedor
Só me senti seguro para publicar isto após, finalmente, receber em minha casa a conta de telefone sem a cobrança do inútil (ao menos para mim) "provedor de acesso". E isto só foi possível graças a uma ameaça de processo contra o tal provedor que insistia em não retirar a cobrança.
Para ficar bem claro: uma coisa é o acesso à internet banda larga, serviço pelo qual você paga e é justo que a concessionária cobre. Outra coisa é o provedor de acesso, que é totalmente inútil - a não ser, claro, que o provedor ofereça serviços úteis (notícias, suporte técnico, entretenimento etc.) pelos quais você QUEIRA pagar. Inclusive, há uma lei que proíbe as concessionárias de acesso à internet (Oi-Velox, Telefonica-Speedy etc.) de impor um provedor, que não passa de um "atravessador" do seu acesso à internet.
Numa comparação metafórica, seria o mesmo que você pagar mensalmente uma taxa para ter direito a atravessar livremente, por um mês, uma ponte que já existe (seu modem até o backbone da concessionária). Até aqui tudo bem. O problema é que surge uma terceira entidade na área: um sujeito (provedor de acesso) que põe uma cancela na entrada da ponte e passa também a te cobrar por um serviço que você já paga. Clique AQUI para mais detalhes.
O meu caso com o provedor começou com uma ida até o PROCON de minha cidade para reclamar contra a cobrança de R$ 29,90, pois eu tinha solicitado o cancelamento do "serviço" e eles se negaram em fazê-lo. Bom, segue o meu diálogo com a atendente do PROCON, que reflete o grau de desinformação sobre o assunto:
Atendente: você precisa do provedor para acessar!
Eu: não precisa.
Atendente: Precisa sim. Sem o provedor você não tem senha nem login para entrar na internet.
Eu: você tem internet na sua casa?
Atendente: tenho!
Eu: banda larga mais provedor?
Atendente: isso!
Eu: você já experimentou, na janela da conexão, colocar qualquer senha e qualquer login?
Atendente: não.
Eu: então, quando você chegar em casa, faça o teste.
Atendente: mas precisa de provedor sim.
Eu: este seu terminal tem acesso à internet?
Atendente: tem!
Eu: você pode entrar agora no Google?
Atendente: posso.
Pedi então que a atendente digitasse as palavras "provedor internet venda casada" (sem aspas). Por sorte, surgiu como um dos primeiros resultados na pesquisa uma reportagem de 2005 em que o próprio ministro das comunicações de então, Hélio Costa, questiona o que considerou "venda casada", sendo que ele próprio desconhecia sobre a prática irregular quando contratou para a casa dele o serviço de banda larga, que veio junto com o serviço de provedor. Confira aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u98166.shtml
A atendente do PROCON então pediu licença e foi consultar a advogada do órgão. Dez minutos depois, ela veio com a resposta: "olha, esse caso foge da competência do PROCON. Você vai ter que entrar na justiça".
Bom, ao menos no meu caso, não precisou abrir processo. A própria operadora me telefonou avisando que enviaria outra conta apenas com o serviço de banda larga, ou seja, sem a cobrança do provedor. E pediu desculpas pelo “equívoco”. Isto porque eu tinha dito ao atendente do provedor que eu tinha consultado um advogado e que iria entrar com um processo na justiça.
E tem gente que paga "só" R$ 9,90 ou até R$ 1,99 e acha que está levando vantagem. Falando em "vantagem", há pessoas que até pagam um bom dinheiro para "técnicos" de computador picaretas irem em suas casas para arranjarem um "jeitinho" de não precisar pagar provedor. Adiante, explico como você mesmo pode dar esse "jeitinho".
Daí você perguntaria: "Ah, mas eu não vou ficar sem internet?"
Resposta: Não. Você vai continuar acessando normalmente com o seu mesmo login e senha. Aliás, com a proibição da venda casada (banda larga + provedor) pela justiça, hoje com qualquer login e senha você entra na internet (desde que, claro, você esteja pagando pela banda larga).
Então faça o teste agora mesmo: desconecte-se da internet e, na janela de conexão, troque o seu login e senha por um outro qualquer. Pronto. Conecte-se novamente e boa navegada! Este é o "serviço" que alguns "técnicos" andam vendendo na praça. Caso o teste não dê certo, corra atrás dos seus direitos.
Bom, de qualquer jeito, caso você não queira ficar pagando por um serviço que considera inútil, ligue agora para o provedor e mande cancelar o serviço. O atendente certamente irá te dizer que você vai ficar sem internet, mas esteja certo que esta informação não procede.
Por que ninguém, ou melhor, nenhum noticiário de TV ou jornal te informa disto? Resposta: lembre-se que alguns veículos da chamada “grande mídia” têm oferecido serviço de provedor para banda larga. E perderiam muito dinheiro se todo mundo soubesse que o provedor de acesso é supérfluo, ou, um serviço opcional.
Artigo publicado no Portal Nassif - clique AQUI
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Não existe uísque 8 anos
A lenda do uísque 8 anos
(Michel Arbache)
Fim de semana chegando e eis uma boa pauta para animar a conversa de botequim: não existe uísque 8 anos.
Sim, pode acreditar: quase todos os uísques mais famosos conhecidos genericamente como “8 anos” não são envelhecidos por tal período. Espanta-me, pois, como ninguém até hoje se deu conta de que muitos comerciantes (por meio de cartazes, catálogos, cardápios etc.) podem estar incorrendo em propaganda enganosa.
Bom, para início de conversa, pegue uma garrafa do chamado “uísque 12 anos” de qualquer marca dos escoceses mais famosos: Chivas, Johnnie Walker Black, Ballantine’s 12 etc. Sempre há alguma referência quanto ao tempo de envelhecimento da bebida, ou seja, você normalmente lerá algo do tipo aged 12 years ou coisa similar. Está escrito. Logo, esta é uma informação verdadeira.
Agora, pegue uma garrafa daquele uísque que você acha que tem 8 anos: Ballantine’s Finest, White Horse, JW Red etc. Procure qualquer referência ao número oito na caixa ou rótulo da bebida. Você não encontrará. Isto porque, na verdade, tais bebidas não foram envelhecidas por oito anos. Então por que dizem “oito anos”?
Para entender o porquê do equívoco, é conveniente uma ligeira explicação sobre o processo de fabricação do blended whisky, que é o mais popular, ou seja, aquele que tem maior aceitação no mercado mundial e que todos nós conhecemos. Pois o blended traz em sua composição uma mistura de maltes puros (mais caros) e destilados de grãos (mais baratos). Mas a mistura não é apenas para baratear o produto, mas principalmente para balancear o sabor da bebida, tornando-a assim mais suave ao gosto do consumidor médio. E tal mistura só pode ser feita após o devido processo de maturação, que deve ser de no mínimo três anos em barris. Pela lei escocesa que disciplina as exportações, só após este tempo de maturação é que o uísque escocês poderá trazer no rótulo a denominação "scotch". Importante frisar que, diferente do vinho, o processo de envelhecimento do uísque estanca quando ele é engarrafado. E aqui cai por terra outra crença equivocada: acreditar que o fato de guardar por anos uma garrafa de uísque ajuda a torná-lo mais velho.
Acontece que tanto os maltes quanto os destilados de grãos são envelhecidos separadamente, sendo lícito que, no ato da mistura, as idades dos ingredientes sejam diferentes. Mas, também segundo a lei escocesa, para efeito de rotulação da bebida, deve sempre prevalecer a idade do ingrediente mais novo. Ou seja: se dezenas de ingredientes foram envelhecidos por mais de 12 anos e apenas um foi envelhecido por 3 anos, a idade deste último é que deverá constar no rótulo. Talvez seja este o fator da confusão que fez surgir a lenda dos 8 anos. Ou seja: para computar a idade da bebida, em vez de se basear no ingrediente mais novo (como manda a lei), leva-se em conta a média das idades dos ingredientes, o que é errado.
Ainda sobre o rótulo, as destilarias podem omitir o tempo de envelhecimento. Mas saliente-se que, conforme foi dito, o simples fato de o rótulo trazer o termo scotch, já significa que todos os ingredientes ali foram envelhecidos no mínimo por três anos. Por isto as destilarias evitam explicitar a idade dos produtos mais baratos, pois se assim fizessem seriam obrigadas a imprimir o verdadeiro tempo de envelhecimento, que normalmente é de três anos. Assim, como a lenda diz que o uísque tem 8 anos, então as destilarias julgam mais vantajoso omitir a idade da bebida.
Se você quiser checar, as próprias destilarias disponibilizam nas respectivas páginas na internet (vide links ao final) as informações sobre os produtos. Na descrição dos uísques envelhecidos por mais de 12 anos, por exemplo, os sites trazem explícitas as idades. Mas o mesmo não ocorre com os seus produtos mais baratos (os “8 anos”). Prudentes, eles raramente explicitam o tempo de envelhecimento. Neste ponto, o site da Ballantine’s pelo menos nos dá uma dica na descrição da linha Finest que traz o seguinte trecho:
“The brand's light gold colour and unmistakable taste come from a complex of carefully selected malt and grain whiskies all aged for at least three years”.
“A marca da cor dourada e o sabor inconfundível vem de uma complexa e cuidadosa seleção de malte e grãos de whiskies todos envelhecidos por pelo menos três anos.”
Em outro site especializado em uísque, o expert Arthur Motley diz:
“Have you ever wondered why only some whisky labels include the age of the product? The minimum age of whisky is three years. If a distillery mixes a batch that is three years old with one that has matured for 20, the age of the full production is three. That's the law, and that's why some makers don't publicise the age. The general belief is that 15 years is peak maturation time for Scotch whisky, although older whisky is just as tasty.”
“Alguma vez você já se perguntou por que somente alguns rótulos de uísque incluem a idade do produto? A idade mínima de whisky é de três anos. Se uma destilaria mistura um lote de três anos com outro que tenha amadurecido 20 anos, a idade da produção total é de três. Esta é a lei e é por isto que alguns fabricantes não divulgam a idade. A crença geral é de que 15 anos é tempo de maturação de pico para o uísque escocês, apesar de o uísque mais velho ser tão saboroso.”
Confira:
http://www.ballantines.com/
http://www.cutty-sark.com/
http://www.johnniewalker.com/pt-br/redlabel/
http://whisky.scotsman.com/viewhistory.aspx?id=346
Tudo sobre o álbum "The Dark Side of the Moon" - TRADUÇÃO E ANÁLISE DAS LETRAS
The Dark Side of the Moon - A capa
Uma análise geral e a correlação do álbum com a capa.
A inspiração do álbum
Syd Barret
O significado do 'álbum conceitual'
Um mergulho na engenhosidade e perfeição do álbum
O sentido de "O Lado Escuro da Lua"
Conceito e lendas acerca do enigmático título
The Dark Side of the Moon & O Mágico de Oz
A sincronia entre o álbum e o famoso filme da MGM
Uma análise geral do álbum - LETRAS TRADUZIDAS E ANALISADAS
Todas as canções traduzidas e analisadas
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Comparativo no primeiro turno de 2010: pesquisas x resultado do TSE
Comparativo entre o resultado oficial das eleições presidenciais 2010 no primeiro turno e as últimas pesquisas divulgadas apresentou surpresa apenas na substancial perda de votos da candidata Dilma Rousseff.
Resultado oficial 2010 - TSE (primeiro turno)
Total de votos: 111.193.747
Brancos: 3.479.340 (3,13%)
Nulos: 6.124.254 (5,51%)
Dilma - PT: 47.651.434 votos (46,91% dos votos válidos)
Serra - PSDB: 33.132.283 votos (32,61% dos votos válidos)
Marina - PV: 19.636.359 votos (19,33% dos votos válidos)
Demais candidatos – 1.170.077 votos (1,15 % dos votos
válidos)
A porcentagem alcançada por cada candidato no universo total
de votos (contando nulos e brancos) ficou assim:
RESULTADO OFICIAL DO TSE:
Dilma – 42,85%
Serra – 29,79%
Marina – 17,65%
Demais candidatos –
1,05%
Pesquisas divulgadas no dia 02/10/10 (véspera da eleição)
IBOPE
Dilma – 47%
Serra – 29%
Marina – 16%
Demais candidatos: 1%
DATAFOLHA
Dilma – 47%
Serra – 29%
Marina – 16%
Demais candidatos: 2%
VOX POPULI
Dilma – 47%
Serra – 26%
Marina – 14%
Demais candidatos: 1%
Comentário: confrontados com os números oficiais do TSE, os
institutos Datafolha e Ibope só erraram (considerando a margem de erro) na
porcentagem conseguida por Dilma. Todos os institutos cravaram 47% para Dilma,
mas ela obteve apenas 43% pelo resultado oficial. O Vox Populi errou também nas
porcentagens conseguidas por Marina e Serra.
(Publicado no Portal Nassif em 06 de outubro de 2010)
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
O poder da indústria de boatos
A onda de boatos numa eleição não pode ser analisada como um fator circunstancial, ou seja, algo que se espalha por aí como que por “geração espontânea” que, em progressão geométrica, pode atingir níveis devastadores para um candidato. Digo isto porque, dois anos atrás, conheci de perto todo um processo de mentira e difamação conscientemente arquitetada que acabou decidindo as eleições para prefeito num município de porte médio. Até por não dispor de elementos comprobatórios (entenda-se então esta trama como “hipotética”), vou preservar o nome da cidade e dos protagonistas. Digamos que o nome da cidade é Sucupira. Qualquer semelhança com fatos reais em outras eleições terá sido mera coincidência (?).
A gestação dos boatos
No município de Sucupira tínhamos, entre vários candidatos a prefeito com carreira política conhecida, a candidata Fulana, que tinha sido reitora por dois mandatos consecutivos (total de oito anos) da universidade local. O perfil político e pessoal da candidata destoava, pois, dos concorrentes tradicionais: embora não fosse uma novata na política, Fulana nunca tinha disputado um cargo eletivo que não fosse a disputa para a reitoria da universidade. No âmbito pessoal, Fulana tinha meia-idade e era solteira. Bom, com o início da campanha eleitoral, a candidata Fulana disparou nas pesquisas eleitorais até liderar como folga a disputa. Cogitava-se, inclusive, que a decisão da eleição poderia ficar no primeiro turno.
Concomitante à vertiginosa ascensão de Fulana, comecei a receber vários e-mails (spams) que destruíam a reputação dela. Para se ter uma noção do nível das mensagens, um dos e-mails fazia menção à orientação sexual de Fulana. E muitos e-mails eram repassados por próprios conhecidos meus que passei a chamar de “aloprados da internet”, ou seja, aqueles que indiscriminadamente repassam spams (que nunca trazem uma fonte crível da informação) na base do “apenas repassando”. Como se tal providência – “estou fazendo a minha parte em repassar a denúncia” – fosse pré-requisito para a construção da cidadania.
Outro e-mail que recebi denunciava uma “bomba” que iria destruir a candidata Fulana, que teria cometido várias falcatruas na universidade quando era reitora. As “provas dos crimes” eram os anexos com vários documentos apócrifos com supostos inquéritos sobre “corrupção”. Como sempre, não havia um único dado concreto; um único link para que o leitor tivesse a mínima chance de verificar se aquilo tudo era verdadeiro.
O espalhafato
De início, não relevei os e-mails que tinham o claro objetivo de denegrir Fulana. Mas a chamada “luz amarela” acendeu quando ouvi um relato de uma amiga que tinha ido a uma festa beneficente. Lá pelas tantas, as convidadas resolveram falar da sucessão municipal. Eis que a anfitriã da festa desandou a falar da candidata Fulana que, na opinião dela, era uma “bandida” que tinha dado “altos tombos” na universidade quando era reitora. Minha amiga, eleitora de Fulana, contestou. Mas a anfitriã insistiu dizendo que o filho dela tinha visto na internet e que “estava tudo documentado”.
Depois, fiquei sabendo por intermédio de um político local que o adversário de Fulana tinha contratado dezenas de artistas profissionais especialmente para espalhar boataria na cidade. O comando de campanha já tinha inclusive mapeado, em cada bairro, todos os pontos estratégicos (bares, padarias, mercados, igrejas, praças, filas, pontos de ônibus lotados etc.) e também os líderes e “fofoqueiros” conhecidos de cada região para que os boatos fossem dissipados com maior eficiência. No princípio, achei ridícula tal acusação com cara de teoria conspiratória. Mas, com o passar dos dias, aconteceu uma inexplicável queda de Fulana nas pesquisas. E resolvi rever o meu conceito sobre a tal “teoria conspiratória” quando enxerguei que a minha própria ignorância em determinados assuntos me tornava suscetível a sofrer a influência de pessoas desconhecidas.
A arte da aliciação
A “técnica” (por assim dizer) da aliciação usada naquelas eleições faz sentido para quem entende que, em qualquer campanha (seja ela política ou comercial), a difamação proferida por uma pessoa comum é muito mais poderosa do que a propaganda oficial do produto. Ou seja: por melhor que seja a propaganda do biscoito da marca “X”, ela será muito menos eficiente do que a anti-propaganda de um cidadão desconhecido que porventura comentar perto de você: “achei um pedaço de barata dentro do biscoito “X”. Isto lembra a lenda da cobra que teria matado uma criança numa piscina de bolinhas numa famosa rede de lanchonetes. Embora fosse pura lenda, o fato é que as mamães tomaram pânico pelas piscinas de bolinhas.
Pessoalmente, já perdi as contas de quantas vezes me deixei levar pela propaganda positiva de desconhecidos sobre determinada marca de produto exposto num supermercado, por exemplo. Por outro lado, já deixei de comprar um produto alimentício de marca desconhecida simplesmente porque tinha ouvido duas senhoras conversando, sendo que uma delas disse convicta que o produto daquela marca era “uma porcaria”. Assim, se você é leigo no assunto, tende a acatar aquilo como verdade.
Quando lembro daquelas duas distintas senhoras conversando sobre uma marca de alimento que “não prestava”, constato a tamanha eficiência dos diálogos populares que “grampeamos” involuntariamente no nosso dia-a-dia. Outro dia mesmo, numa fila de banco, prestei muita atenção no diálogo de dois homens logo atrás de mim. Falavam da sucessão presidencial e não se conheciam. Não “metiam o pau” em candidato algum; apenas comentavam que uma das candidaturas iria surpreender. E ali, ouvindo aquele diálogo despretencioso, eu aceitava aquilo como verdade. Aquilo sim é a genuína “opinião pública. E lembrei da suposta contratação de atores para plantar fofocas. Perguntei-me: e se aqueles dois sujeitos fossem atores? E se aqueles dois desconhecidos, ali na fila, convergissem para o fato de que o político Fulano é corrupto? Quantos ali iriam acatar o diálogo como verdade? E quantos iriam repassar isto aos familiares e amigos?
O uso dos religiosos
Naquela malfadada eleição em Sucupira, outro fato mereceu destaque – mas desta vez feito às claras pelo candidato adversário de Fulana: o pedido de apoio a praticamente todas as igrejas evangélicas da cidade. Havia até a promessa de que eles teriam participação ativa num eventual governo. Porém, já circulava a notícia que, no underground daquele pedido de apoio aos líderes religiosos, estava a baixeza de espírito que “denunciava” a orientação sexual de Fulana, que não tinha marido, não tinha filhos e que assim, por desconhecer o valor da tradição, da religião e da família, não tinha capacidade moral para administrar uma cidade.
O que mais reforçava a tese de que a “teoria conspiratória” poderia não ser tão delirante assim era a própria campanha oficial na TV do candidato. Nas inserções de 30 segundos na TV, declarações de atores e populares levantavam dúvidas sobre Fulana. Um ator com feição grave fechava um discurso desta forma: “E aí!? Você tem certeza que conhece a Fulana?”; noutras inserções, populares supostamente escolhidos aleatoriamente nas ruas também falavam de Fulana. Um deles, por exemplo, dizia ao “repórter”: “Fulana? Ela é estranha, né?”.
E no horário eleitoral da TV do candidato, este começou a mostrar toda sua família reunida na sala da casa: filhos, netos e até uma empregada que era considerada “parte integrante da família”. Depois, na cozinha, o candidato foi preparar junto com os netinhos um prato italiano, quase que numa comédia pastelão que visava mostrar que aquilo sim era a verdadeira felicidade e união de uma família que seria levada para toda a cidade. E a Fulana? Ora, "Fulana é estranha, né?"
Resultado: no segundo turno da eleição, a candidata Fulana foi ultrapassada pelo adversário, que acabou ganhando por pouquíssimos votos.
Aquela eleição não foi uma vitória do adversário de Fulana. Foi, isto sim, uma vitória da baixaria e do preconceito contra a mulher.
(Publicado no Portal Nassif dia 04 de outubro de 2010).
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Comparativo das pesquisas no primeiro turno na reta final - 2006 x 2010
2006
A partir do resultado oficial das eleições presidenciais no primeiro turno, em 2006, fiz um levantamento comparativo entre três institutos de pesquisa: Datafolha, Ibope e Vox na reta final daquela campanha. Na ocasião, a divergência era mínima entre os institutos.
Resultado oficial 2006 (primeiro turno)
Total de votos: 101.998.221
Votos válidos: 95.838.220 (93,96%)
Brancos e nulos: 6.160.001 (6,03%)
Lula - PT: 46.662.365 votos (48,61% dos votos válidos)
Alckmin - PSDB: 39.968.369 votos (41,64 dos votos válidos)
H. Helena - PSOL: 6.575.393 votos (6,85% dos votos válidos)
Crisovam – PDT: 2.538.844 votos (2,64% dos votos válidos)
A porcentagem OFICIAL de 2006 alcançada por cada candidato levando em conta o universo total de votos ficou assim:
Lula: 45,74%
Alckmin: 39,18%
H. Helena: 6,44%
Cristovam: 2,48%
Demais candidatos: abaixo de 1%
Pesquisa divulgada pelo IBOPE em 27/09/06 (quarta-feira)
Lula: 48%
Alckmin: 32%
H. Helena: 8%
Cristovam: 2%
Demais candidatos: 1%
Pesquisa divulgada pelo Datafolha em 27/09/06 (quarta-feira)
Lula: 49%
Alckmin: 33%
H. Helena: 8%
Cristovam: 2%
Demais candidatos: 1%
Pesquisa divulgada pelo IBOPE em 30/09/06 (sábado, véspera da eleição)
Lula: 45%
Alckmin: 34%
H. Helena: 8%
Cristovam: 2%
Demais candidatos: 1%
Pesquisa divulgada pelo Datafolha em 30/09/06 (sábado, véspera da eleição)
Lula: 46%
Alckmin: 35%
H. Helena: 8%
Cristovam: 2%
Demais candidatos: 1%
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2010
Últimos resultados de 2010:
IBOPE (divulgado em 29/09/10)
Dilma: 50%
Serra: 27%
Marina: 13%
Plínio: 1%
Demais candidatos: 1%
Datafolha (divulgado em 29/09/10)
Dilma: 47%
Serra: 28%
Marina: 14%
Plínio: 1%
Demais candidatos: 1%
Voxpopuli (tracking até 30/09/10)
Dilma: 49%
Serra: 26%
Marina: 12%
Plínio: 1%
Demais candidatos: 1%
Comentário: a divulgação das pesquisas no próximo sábado (02/10/10), véspera da eleição, dará um panorama mais claro do que poderá acontecer nas urnas. Meu palpite é que, pela média das pesquisas, a diferença entre a candidata Dilma Rousseff e a soma dos demais candidatos ficará, como em 2006, na margem de erro em favor da candidata do PT - mas com um pouco mais de folga que Lula teve naquela ocasião. Em 2006, as pesquisas indicaram o estrito empate entre Lula e seus concorrentes. Depois, pelo resultado oficial do TSE, Lula ficou cerca de 3 pontos aquém da soma dos seus concorrentes, forçando pois o segundo turno.
Vale lembrar que, naquelas eleições de 2006, a chamada "dança dos números" estava mais instável - ainda mais com o furacão das denúncias do chamado "escândalo do dossiê dos aloprados" na reta final da campanha. E pelo que apontam as últimas pesquisas neste ano, as oscilações dos números estão mais tênues.